header_01.png

Publicidade de Apoio

Consolador de Jesus

Versão para impressão PDF
A sua fama e exemplo não são efémeros como os das personagens dos «Morangos com Açúcar.»

Francisco Marto nasceu em Aljustrel a 11 de Junho de 1908, numa modesta família de agricultores.

Francisco Marto

Quando completou 6 anos, os pais entregaram o rebanho aos seus cuidados. Mas, ainda que não soubesse ler nem escrever, revelava uma sabedoria extraordinária: cedia aos outros a última palavra e a posse da razão; entendia que a verdade não chegaria a aflorar com quezílias, pelo que não se deixava abalar ou irritar. Tinha um carácter dócil, condescendente, era justo, sincero e gostava muito de ajudar quem mais precisava.

E, estando com as ovelhas no monte, recolhia-se em silêncio para dialogar com Deus. À Jacinta, sua irmã, e à prima Lúcia dizia que rezava melhor sozinho. Muitas vezes, vencia a fadiga e renunciava às brincadeiras favoritas para, na oração, consolar Jesus Cristo.

Foi um dos eleitos por Nossa Senhora para receber a mensagem do Céu. E cumpriu os pedidos: rezar muito, em particular o Terço, pela paz do mundo e pela conversão dos pecadores, e fazer sacrifícios com o mesmo objectivo. Nossa Senhora não lhe pediu que atasse uma corda à volta da cintura ou que ficasse sem beber água dias inteiros – como ele, a irmã e a prima faziam –, mas a simples aceitação e o oferecimento dos sacrifícios quotidianos. Ele, todavia, quis fazer mais. Tudo lhe parecia pouco para consolar Jesus e Nossa Senhora. E, se foram inúmeros os seus padecimentos, ele nunca se lamentou.

O pequeno Francisco sabia ver na Natureza e em todas as realidades que o rodeavam a presença amorosa de Deus. Um dos seus modos preferidos de comunicar com Deus era tocar o pífaro e cantar:

«Amo a Deus no Céu. Amo-O também na Terra, amo o campo, as flores. Amo as ovelhas na serra.»

Deliciava-se com o nascer e o pôr-do-sol. Apelidou o astro-rei de «candeia de Nosso Senhor». Alimentava os passarinhos com pedacinhos de pão...

Francisco, consolador e adorador de «Jesus escondido» na Eucaristia, morreu com um sorriso nos lábios, a 4 de Abril de 1919. O Papa João Paulo II aclamou a sua santidade em Maio de 2000.

Por: Redacção | revista Audácia | www.audacia.org | Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Comentários (0)

Feeds RSS dos Comentários

Escreva o seu comentário

Para comentar necessá estar ligado. Por favor, efectue o login. Caso no tenha conta, o registo no nosso site gratuíto.

busy